Breves reflexões sobre os filmes vistos no segundo mês do ano

Era o Hotel Cambridge. Fotos: Reprodução

No mês de fevereiro minhas aulas da faculdade voltaram, voltei à trabalhar presencialmente (embora agora esteja no home office de novo) e me envolvi em tantas outras coisas que acabei não assistindo muitos filmes. Mas os que assisti foram ótimos! E bem variados: tem drama estadunidense, um documentário brasileiro maravilhoso e uma comédia dramática chinesa. Eu gostei muito de cada um deles e indico todos!

Nomadland

2020

6 filmes que assisti no primeiro mês do ano

Sound of Metal/Reprodução

Vi filmes muito bons em janeiro e fiquei com vontade de compartilhar alguns pensamentos sobre eles. Decidi então que neste ano vou escrever pelo menos um pouquinho sobre os filmes que eu assistir e publicar aqui mensalmente. Minhas escolhas não tem muitas regras: gosto de ver estreias e filmes antigos, clássicos e produções independentes pouco conhecidas. Tenho uma queda maior por dramas e suspense, mas de vez em quando é legal assistir algo fofo como Fantastic Mr. Fox ou Coco, que foram algumas das escolhas do mês. …

Reflexões sobre o livro de Ruben Pater, publicado no Brasil pela Ubu Editora

Foto: Stephanie D’Ornelas

Quando eu comecei a faculdade de Design Gráfico, no início de 2019, eu tinha uma visão bem limitada do que era o design. Sinto que eu ainda estou descobrindo o que ele é, já que é tantas coisas ao mesmo tempo e estou sempre aprendendo facetas novas dentro desse campo. Uma das muitas coisas que o design é, é política. Agora isso é muito claro para mim, mas quando tive as primeiras aulas em que professores falavam sobre como o design assume papeis sociais e políticos, me senti o próprio meme da cabeça explodindo. …

Água quente, aromas gostosos e cabeça leve

Foto: Stephanie D’Ornelas

Lembro que no início da quarentena, no ano passado, ficava meio embasbacada com pessoas falando que pulavam o banho em um ou outro dia porque não saiam de casa. Nada contra a escolha delas, mas para mim esse é um momento tão maravilhoso que não imagino meus dias sem uma boa chuveirada. Muito além da higiene, comecei a ver esses momentos quase como um ritual terapêutico. Em muitos dias dos últimos meses (muitos deles extremamente monótonos, dentro de casa), o momento do banho era o ápice do dia, uma espécie de relaxamento meditativo. …

Felizmente, o vírus só provocou sintomas leves em mim e na minha família. O peso emocional da pandemia, entretanto, é grande

Em março ou abril comecei um caderno de colagens para fazer enquanto estivesse em casa, em quarentena (quando ainda imaginava que a pandemia duraria apenas alguns meses, como a maioria das pessoas). Fotos: Stephanie D’Ornelas

Dia 1 | Quarta-feira

Eu tinha certeza que não podia estar com covid. Quando recebi o email dizendo “segue o resultado do seu exame para COVID-19, o qual resultou em positivo”, tive que reler algumas vezes pra confirmar que eu não tinha interpretado errado. Eu já estou há mais de duas semanas fazendo home office, e a única vez que eu saí de casa nesse período foi para ir no meu trabalho entregar um documento. Passei no máximo uns 15 minutos lá, todos de máscara, janelas abertas. Conversei com uma pessoa que, como eu descobri uma semana depois, estava com covid. Mas a conversa…

My travel itinerary in Berlin, looking for traces of the German playwright and poet’s life

Photo by Stephanie D’Ornelas

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I was under 20 when I met the work of the German playwright and poet Bertolt Brecht, and it was love at first poetry. At that time, I visited a library at Paço da Liberdade, in Curitiba, with some regularity. There, I devoured the books of a collection of Brecht’s complete theater — I wanted that collection so much for me! At that time, I found it to sell for around US$50, but as I was an unemployed journalism student, that was a lot of money. …

Portrait of a Lady on Fire, The Invisible Life of Eurídice Gusmão, Beanpole and Swallow: some of my favorite films of the year starring women

Portrait of a Lady on Fire. Photo: Reproduction

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This year I watched fantastic films with one thing in common: they bring women as protagonists (with some directed and produced by women too). Cinema is, still, essentially masculine in most of its productions and protagonism on the screens. Throughout history, cinema has almost always been made by men and for men. The woman is often reduced to the good guy’s “final reward”, bearing stunning beauty … according to beauty standards, of course. …

Retrato de uma Jovem em Chamas, A Vida Invisível, Uma Mulher Alta e Swallow: alguns dos meus filmes preferidos do ano que têm mulheres em primeiro plano

Retrato de uma Jovem em Chamas. Foto: Reprodução

Neste ano assisti filmes maravilhosos com um ponto em comum: eles trazem mulheres como protagonistas (com alguns dirigidos e produzidos por mulheres também). O cinema é, ainda, essencialmente masculino na maior parte de suas produções e do protagonismo nas telas. Ao longo da história, o cinema quase sempre foi feito por homens e para homens. A mulher muitas vezes é reduzida à “recompensa final” do mocinho, portadora sempre de uma beleza estonteante… de acordo com os padrões vigentes, é claro. Nessas produções, a narrativa da mulher não é independente: está sempre associada à trajetória de algum personagem masculino.

Enquanto os…

Filme retrata a sensibilidade de um encontro nascido da curiosidade e disposição para enxergar o outro além dos rótulos

Se você quer assistir um documentário bonito e sensível pra refletir e aquecer o coração, veja The Painter and the Thief. De quebra, você se delicia com a beleza das obras de Barbora Kysilkova.

Como você se sentiria ao encontrar alguém que roubou seus itens mais amados e preciosos? Em 2015, a pintora tcheca Barbora Kysilkova sentiu uma parte de si mesma ser furtada após uma dupla de assaltantes levarem duas de suas obras de arte mais importantes de uma galeria em Oslo, na Noruega. …

Meu roteiro berlinense em busca de resquícios da vida do dramaturgo e poeta alemão

Bertolt Brecht, em fotografia de Ullstein Bild.

Eu tinha um pouco menos de 20 anos quando conheci a obra do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht, e foi paixão à primeira poesia. Naquela época eu frequentava com certa regularidade a biblioteca do Paço da Liberdade, em Curitiba, e lá devorava os livros de uma coleção do teatro completo de Brecht — eu desejei tanto aquela coleção pra mim! Na época encontrei para vender por uns R$100, mas como era uma estudante de jornalismo desempregada isso era muito dinheiro. Nunca mais encontrei aquela coletânea à venda.

Tudo o que lia do Brecht me tocava como se ele falasse…

Stephanie D'Ornelas

brazilian journalist writing about books, art and more | jornalista curiosa sobre o mundo. aqui escrevo sobre livros, arte e devaneios | IG: @stehdornelas

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